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Ricardo Ribeiro

Racionamento de Água

03/07/12
Racionamento de água: resultado da falta de chuva???

(publicado em 09/04/12) (clique nas figuras p/ ampliá-las!)

Racionamento de água: resultado da falta de chuva???
Entramos no período de estiagem em várias regiões do Brasil.

Nos últimos anos, estamos sentindo cada vez mais os impactos das ações do homem sobre a Natureza.

A mídia, com frequência, relaciona o racionamento de água com a escassez de chuvas. É comum vermos reportagens mostrando as represas de captação de água para o consumo humano (mananciais), onde os jornalistas mostram que o nível da água está cada vez mais baixo, e o abastecimento público ficará comprometido, se não chover nos próximos (n) dias.

As reportagens não estão equivocadas, porém não são relatadas de forma completa, passando a falsa sensação ao cidadão de que a “culpa” é da chuva.

Se olharmos por esse espectro, bastaria o governo contratar o maior número de índios para realizar a dança da chuva, ou contratar uma grande quantidade caminhões pipa,...Com isso, o problema estaria resolvido! (seria cômico se não fosse trágico). Ou contratar inúmeros caminhões pipa para encher a represa.

É preciso que fique claro que os mananciais não são como um grande balde, onde você liga a torneira (chuva) e ele enche.

O que está, de fato acontecendo, é o resultado direto da ação do homem nos sistemas naturais. Observe a figura abaixo:

A figura acima mostra alguns dos principais fenômenos naturais envolvidos no ciclo da água, ilustrando a interação e a maneira como essa água chega para o nosso consumo.

Agora, observe a mesma figura, porém com a indicação dos pontos críticos.

 

As interferências nesses pontos significam uma interferência no ciclo hidrológico que, dependendo do grau e do período, resultarão no comprometimento do abastecimento público de água.

O desmatamento (D) indica uma redução da troca de vapores d’água e consequentemente mudança no microclima da região. Outro efeito importante nesse ponto, é que ausência da vegetação de cobertura do solo (solo sem proteção) faz com que ocorrao aumento excessivo do escoamento superficial e consequentemente, o carreamento da camada de solo até o curso d’água (Rio) onde, teremos o início do assoreamento (areia no fundo do Rio, redução da calha de escoamento d’água). Adicionalmente, a redução da cobertura vegetal compromete a permeabilidade do solo (infiltração), bem como desencadeia os processos erosivos (retenção de água no solo).

A interferência nas Áreas de Preservação Permanente (APP), (C) também possui efeito direto no volume de água disponível no curso d’água (Rio), bem como o assoreamento, e possível desaparecimento do referido curso d’água.

A retenção de água no solo (B) e infiltração (A) estão diretamente relacionadas com o tipo de solo, bem como com as técnicas agrícolas aplicadas na exploração do solo. Ressaltando a importância da adoção, por parte dos agricultores, de técnicas preservacionistas. Por isso, o Governo precisa investir mais em extensão rural, onde os produtores recebem as orientações corretas de utilização do solo, contando com o suporte técnico necessário para o incremento da produção.

No ponto (E) temos o reflexo da falta de uma política habitacional adequada, e ausência (ou omissão) de fiscalização ambiental. A ocupação irregular representa um sério risco a qualidade (contaminantes) da água utilizada para o abastecimento público, uma vez que o não controle do que é lançado no reservatório, pode resultar no alto custo de tratamento dessa água e, sério risco de consumo de contaminantes desconhecidos.

Outro ponto importante e bastante significativo é a condição precária da rede de abastecimento público de água (F). Os motivos podem ser os mais variados, tais como: tubulação antiga, furto, desgaste, sobrecarga do sistema, dentre outros, que podem comprometer o abastecimento público. Segundo informações do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o indicador cujo valor corresponde à diferença entre o volume de água disponibilizado para distribuição e o volume de água consumido, registrou um índice médio de 41,6% em 2009. Por outro lado, analisando a evolução da eficiência geral dos prestadores de serviço, o índice médio em 2003 era de 42,9%, ou seja, uma evolução média de 3,0%. Isso é bom, mas ainda é pouco.

A exploração indiscriminada de poços artesianos (G), também representa uma situação crítica, já que a exploração indiscriminada implicará no esgotamento das reservas de água do subsolo, assim como na contaminação desses reservatórios.

Percebe, que o problema não pode se “resumir” em falta de chuva?

Conseguem enxergar que o sistema é, totalmente, interligado?

Se interferirmos em um Ponto Crítico, afetamos todo o ciclo d’água, ou seja, pode chover initerruptamente, ou até mesmo vir uma estiagem prolongada, e que o recurso ÁGUA continuará disponível, se o sistema for preservado e, racionalmente explorado.

Seja consciente!

Agora, é com você!

Engº Ricardo Ribeiro.

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